Bom, quarta foi oficialmente o primeiro dia de aula, mas só foi hoje que efetivamente tive aula. E, evidentemente, em francês. Até que consegui acompanhar bem, apesar do sotaque estranho do professor. Ainda bem que havia alguns slides que ajudavam a entender a matéria! Ao sair da aula, comi em uma cantina do prédio, tendo como refeição uma comida que acredito ser meio típica dos canadenses: muita salada (alface, salame, rosbife, creme de atum, creme de outro peixe, maionese com ovo e um tipo de quiche). Pelo preço, estava bom: 12,50 $ o quilo...
sexta-feira, 28 de agosto de 2009 | Postado por André Luís às 23:00 0 comentários
Marcadores: École Polytechnique Montréal, Montréal
Hoje seria oficialmente o segundo dia de aula. Entretanto, não houveram aulas por ser um dia de boas-vindas aos calouros pelos veteranos. Por isso, resolvi ficar na minha em casa. A Caroline pediu ajuda então para levar parte de suas coisas para sua nova moradia, próxima do metrô Angrignon. Aí, às 3h da tarde resolvemos levar as tralhas todas para lá, fazendo uma longa jornada de metrô e ônibus: da estação Côte-des-Neiges pra Snowdon, depois para a Lionel-Groux e finalmente para a Angrignon, passando por quase todas as linhas de metrô de Montréal. Chegando lá, ainda precisamos pegar ônibus e chegar na casa. Até que é um lugar agradável e arrumado, com uma moradora canadense, a Donna que não é dona de lá...
No fim do dia, ainda fomos ao Dollarama, que é um tipo de R$ 1,99 daqui, mas com tudo a 1 $. Compramos algumas coisas, fomos no shopping onde fica o Zeller's (um mercado aqui) e na frente dele encontrei uma pechincha: 6 pares de meia por 5 $ e também 3 camisas por 5 $! E era roupa da boa, não era porcaria não!
Saindo de lá, fomos almoçar/jantar (pois eu ainda não havia almoçado) no Blanche Neige, um restaurante bem agradável e gostoso que tem aqui. Comemos até cansar e resolvemos voltar cada um pro seu canto. O tempo aqui começou a virar, com um ventinho meio frio...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009 | Postado por André Luís às 23:00 0 comentários
Marcadores: Montréal
Bom, depois de descobrir que não teria mais aula, resolvi ir para casa para poder começar a ajeitar as minhas coisas lá, fazer uma compra, coisa do tipo. Pelo caminho, aproveitei para comer um Spaghetti no Nickel's e deixar espirrar molho de tomate na camisa de dormir... Também durante o almoço fiquei observando as abelhas que tinham por ali (já que almocei do lado de fora do restaurante e do lado oposto da rua havia uma quitanda). Elas são umas 2 vezes maiores que as do Brasil e tem o corpo pintado como se vê nos desenhos: listras amarelas e pretas.
Ao terminar o rango, fui para casa pela Chemin Queen-Mary e passei pelo Oratoire Saint-Joseph: uma espécie de enorme Basílica centenária no alto de uma colina, que permite ter uma vista plena de quase toda Montréal, além do Notre-Dame College em frente. O oratório foi construído no início do século passado como uma capela de fiéis, com as missas dadas pelo irmão André. O que também chama a atenção no lugar é a dimensão do órgão da igreja.
Depois de sair do oratório, resolvi comprar algumas coisas para casa (já que até então eu não havia comprado nada) em um mercado próximo. Ao ver os preços dos produtos (principalmente laticínios/queijos), fiquei espantando com o alto preço. Aqui até carne bovina ou frango é mais barato até do que presunto! Os famosos cookies também são produtos comuns e tradicionais, portanto, relativamente baratos. À noite, ao comer, conversei um pouco mais com o Damien e sua namorada, que estavam preparando seu jantar, e, posteriormente, com Cristophe, o outro morador.
Um detalhe importante nas trapalhadas foi: antes de jantar, eu havia voltado do mercado e tinha comprado sabão para lavar roupa (que aqui é líquido, diferentemente do sabão em pó no Brasil). Coloquei finalmente minhas roupas para lavar (pois não tinha mais nenhuma, nem para remédio) e, depois de terminada a lavagem, resolvi estender no varal (aqui tem máquina de lavar e secadora, mas são muuuuito antigas; entretanto, resolvi estender a roupa para que não ficassem tão amarrotadas ao saírem da secadora). Quando as roupas secaram, fui sentir o cheiro delas para ver se estavam com um pouco da essência do sabão. Estranhei, pois não tinham cheiro algum. Foi quando percebi, que tinha colocado as roupas para lavar e não tinha colocado sabão na máquina...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009 | Postado por André Luís às 23:25 0 comentários
Marcadores: Montréal, Oratoire Saint-Joseph
Hoje foi o primeiro dia que dormi na nova moradia, encontrada depois de muito custo (depois de bancar o andarilho, ficar com calo e bolhas nos pés, telefonar muito, mandar N e-mails). Entretanto, apenas irei dormir no meu quarto a partir de 1º de setembro (que é quando o antigo morador sai). Pois é. Por enquanto, para aliviar minhas diárias sucessivas no hotel, a dona do lugar concordou que eu dormisse na sala. E ainda tem um detalhe: estou tendo que usar como travesseiro uma blusa e uma pilha de roupa suja minha, cobertas com uma fronha que (ainda bem) trouxe. Se estivesse me cobrindo com um jornal e usando uma camisa do Corinthians, ficaria bem parecido com um mendigo em banco de praça!!! Maaas, pelo menos não estou mais pagando os 50 e poucos dólares de diária.
Ah! E hoje também foi o 1º dia das aulas na Poly. Como sempre, foi muito penoso, mas com muita coragem eu nem chorei! Acordei cedo, já desanimado (pois o tempo estava nublado e ventando muito por aqui), tomei banho, olhei o horário na Web e saí de casa para pegar o metrô, junto com Damien, um francês maneiro do quarto ao lado. Para também começar bem o dia, eu estive até agora sem conseguir lavar minhas roupas, então a única camisa limpa que me sobrou é uma camisa de dormir, com a qual fui para a universidade... fazer o quê, né?
Como não podia faltar uma trapalhada, chegando na universidade eu me dirigi até a sala onde seria a aula (um laboratório, na verdade), já estranhando a falta de pessoas pelo caminho. Cheguei até um ponto onde era necessário o cartão do aluno (que eu ainda não tenho). Em poucos instantes, passou alguém que abriu a porta com o próprio cartão e eu aproveitei para entrar "no vácuo". Quando cheguei no lab., estranhei, pois estava vazio (eram 8h20 e a aula seria 8h30). Entrei, dei uma olhada e um aluno que estava lá percebeu que eu estava um pouco "perdido" e acabou explicando que hoje não teria essa aula... ou seja, manhã perdida para mim!
Agora, estou num lab. de informática revendo minhas matérias, horários e selecionando algumas para cancelar inscrição, pois tomam uma boa parte do meu tempo e são equivalente a matérias que já cursei na UNICAMP.
Postado por André Luís às 13:31 0 comentários
Marcadores: Aula, École Polytechnique Montréal, Montréal
Este seria o último dia no hotel e o primeiro na nova casa, mesmo que ainda tivesse que ser na sala até o dia 1º de setembro. Ainda assim, melhor do que pagar absurdos 60 $ no hotel todos os dias. Logo cedo, juntei minhas coisas (na mochilona com 10 kg e a mala de viagem com mais de 20 kg) e com muito esforço fui até a estação de metrô mais próxima do hotel e segui até a estação Côte-des-Neiges, onde iria até o apartamento onde Caroline mora para deixar as minhas coisas durante o dia, pois teria palestras o dia todo na Poly.
Depois de guardar lá minhas coisas, fui para a universidade assistir as palestras de orientação, junto com os 99,999% de alunos franceses de intercâmbio. No almoço, percebi a tradição que eles mantém de comer um pedaço de queijo (no dia, Chedar) entre o prato principal e a sobremesa. E o Chedar daqui é diferente daquele do Brasil, pois não é tão molenga, é como um queijo prato.
Fim da palestra, peguei minhas coisas e fui com a Caroline até a casa onde ficaria, onde a dona já devia estar me esperando. Chegamos, descarreguei minhas coisas finalmente na sala, olhamos um pouco mais da casa e fomos andar pela avenida próxima daqui (Chemin Queen Mary) para conhecer o comércio local. É um lugar bem calmo e com bastante comércio, além de uma estação de metrô onde se cruzam 2 linhas (azul e laranja) — Snowdon.
Mais à noite, consegui conhecer os moradores da casa (Damien, que já havia conhecido) e Cristophe, um franco-equatoriano que já mora aqui há tempos. A princípio, achei ambos bem legais e amistosos. Creio que será ao mesmo tempo parecido e diferente da experiência em S. José dos Campos, na pensão da Zuleide...
terça-feira, 25 de agosto de 2009 | Postado por André Luís às 23:00 0 comentários
Marcadores: Montréal
Segunda-feira cedo eu me encontrei com o pessoal de Vitória (Mônica, Marlene e Selma) para andarmos mais um pouco por outros pontos da cidade e tirarmos mais um zilhão de fotos. Andamos em outra direção no centro, passamos por algumas ruas antes desconhecidas, shoppings diferentes (Complexe Desjardins, La Baie e outros) e pontos ainda não vistos. Chegamos até a Catedral de Notre Dame outra vez, mas como eu estava com o horário comprometido, precisei me dirigir até a universidade maaaais uma vez, pois era o dia de acertar os assuntos de documentação para o início das aulas.
Prédios encontrados no caminho até a Catedral de Notre-Dame:
Na secretaria da Poly, o número de chamada (senha) era em torno do 200 e a senha que peguei era 266... Seria um booom tempo a esperar. Sentei e aguardei até a minha vez. Quando chegou (em torno de meia-hora depois, algo assim), a atendente informou que como eu era aluno estrangeiro, devia me dirigir a outro setor. Ainda disse que haviam me dito para ir até ali, mas a única coisa que ela pôde me dizer foi "I'm so sorry!"... Sem outro jeito, fui até o referido setor e conversei com uma senhora, que acertou minha documentação e, depois de ouvir o meu "drama" na secretaria, foi comigo até lá e fez uma das atendentes me atender na mesma hora! Isso foi bom, porque demonstrou atenção e responsabilidade. No Brasil, acho que seria um pouco difícil disso acontecer, ainda mais na DAC da UNICAMP... Aí, paguei meu seguro-saúde e fui para uma outra fila, para que tirassem cópias de meus documentos e tal.
Ao sair da universidade, já umas 6h da tarde, fui "almoçar" com a Caroline, num restaurante chamado Blache Neige (Branca de Neve). Lá, depois de certa dificuldade para escolher (e entender os nomes), pedimos um London Steak: uma refeição que tinha como "antepasto" uma tigelinha de sopa (uma espécie de canja de galinha), depois o prato principal (com 3 bifes grandes e generosos, muita batata-frita — que mais tinha gosto de mandioca frita —, arroz e uma salada de alface muito bem temperada). No fim, veio a sobremesa (ou gelatina ou o que escolhi, um pudim de arroz, que nada mais é do que o tradicional arroz-doce brasileiro, só que gelado, em uma taça). Eu ainda tinha direito a chá ou café, mas não pedi. Tudo isso por 9,50 $. E ainda acabou que o suco que pedi veio de graça na conta! E também a garçonete Julie foi muito simpática e conversou sobre o Brasil e lugares do mundo com a gente.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009 | Postado por André Luís às 23:00 0 comentários
Marcadores: Montréal
Bom, no domingo como não tinha muito o que fazer, fiquei basicamente o dia todo trancado no hotel, estudando algumas coisas, modificando o blog, vendo as fotos, etc. Não sobrou muito o que contar. Apenas à noite, que fui jantar no Da Giovanni outra vez, para outra vez comer Spaghetti à Bolognesa, fui surpreendido por um chuvão, que me fez ficar um bom tempo lá dentro até que ela diminuísse e eu pudesse andar 1 quarteirão apenas sem me molhar muito.
domingo, 23 de agosto de 2009 | Postado por André Luís às 23:00 0 comentários
Marcadores: Montréal
Depois de sair da minha nova morada, voltei para o metrô Snowdon e voltei para o centro da cidade. Desci na estação McGill e resolvi almoçar/jantar em um restaurante ali por perto, já que eram umas 18h e eu estava roxo de fome. Entrei então no Chez Guido & Angelina, um restaurante tipo italiano ou algo do tipo. Pedi uma lasagna bolognesa a um preço caríssimo (como todos os outros lugares ali por perto) mas fiquei plenamente satisfeito com o prato e atendimento.
Saindo do restaurante, passei em uma loja de eletrônicos em geral, para conhecer os preços da muamba aqui. Passando pelo setor de iPods, vi um homem e uma mulher discutindo sobre um iPod Touch. Aí comecei a conversar com eles, e descobri que Hélder e Mônica eram 2 brasileiros de Vitória/ES que vieram para cá visitar um pedaço do Canadá, junto com mais alguns amigos. Saindo da loja, atravessamos a rua e encontramos o resto da turma na igreja Cathédrale Christ Church: Marlene, Selma e a esposa de Hélder, Iesde. São brasileiros muitos simpáticos que, assim como eu, ficaram impressionados com a beleza da cidade. Convidaram-me para andar pela cidade junto com eles e, como já havia encontrado minha moradia, resolvi ir junto. Visitamos inúmeros pontos espalhados por Montréal, como o Marché Bonsecours, a Basilique de Notre-Dame de Montréal (onde infelizmente não pudemos entrar, já que o horário de visitação já havia se encerrado), as proximidades do porto, a Place Saint-Jacques, etc. Sempre animados e divertidos, pouco reclamavam do cansaço ou do calor que fazia.
A seguir, fotos da Catedral de Notre-Dame:
Outras fotos da Catedral, retiradas da Internet, que mostram inclusive o belo interior:
No fim da noite, resolvemos passar na rue Sainte-Catherine para comer alguma coisa. Chegando na tal rua, uma bela canadense me parou e pediu uma caneta... logo estranhei e perguntei se era para dar o seu telefone... mas, para acrescentar mais um "fora" do dia, era apenas para escrever um bilhete para alguém... doh! Enfim... comemos, conversamos, demos risada e no fim fomos para o hotel, sendo que eles estavam num bem em frente ao meu, para maior coincidência ainda!
sábado, 22 de agosto de 2009 | Postado por André Luís às 23:00 0 comentários
Marcadores: Basilique Notre-Dame de Montréal, École Polytechnique Montréal, La Cathédrale Christ Church, Marché Bonsecours, Montréal